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domingo, 14 de dezembro de 2008

Fitas de cetim



Rabichos compridos colorindo a vida,
Fitas de cetim
Cartas fechadas, imaculadas, intactas
Segredos não revelados de quem
diz tanto sem nunca dizer
Estilhaço de passado
Estopim de emoções
Damas e reis que não se escondem
em mangas,
Vivem, gargalham, sonham
e por vezes choram,
de saudade...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Com a alma no bolso

As velhas resoluções evaporaram
Olhos que só enxergam em P&B
Pele fria, músculos retesados
Calafrio...
Paixão que se esvai - hemorrágica
Junto as mãos em concha,
aperto o torniquete,
Guardo a alma no bolso
respiro fundo, fecho os olhos
Reponho entranhas no lugar,
passo a língua pelas próprias feridas
Reencontro minhas asas amarfanhadas
Me estendo ao Sol, preparo o vôo



quinta-feira, 26 de abril de 2007

Era tudo incrivelmente fulgaz


Nunca te contei que mudaria tantos planos por você.
Que com você a Itália fica bem mais longe.
Que com você ela seria apenas meu destino de férias.
Nunca te disse que você abala minhas convicções mais antigas,
e os meus sonhos se transformam.
Que você torna tudo incrivelmente relativo e maleável.
Que o resto do mundo tem sua importância subtraída.
Nunca te contei porque achei desnecessário ou
porque me faltou coragem.
Porque talvez você não entendesse que
tudo isso não era um "por você" transitório,
mas de puro egoísmo do amor imenso que sinto.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Reticências no meio do dia


De três em três,
de nove em nove,
de quinze em quinze
Elas se jogam
não mais se derramam
devido a ausência absoluta de tranquilidade
de vinte uma em vinte uma então, jorram...